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Skate Evolutivo Blog é um espaço dedicado à evolução da cultura skateboard no Rio de Janeiro. O skate está em constante evolução, tanto no aspecto prático, quanto no aspecto cultural. Tornando-se uma das maiores culturas urbanas da atualidade. Influenciando moda, música, arquitetura, arte, etc... Então vamos evoluir juntos, falar de todos estes assuntos e mais alguns outros. Sempre focando a evolução! Muita paz e muito skate a todos!

Por que começamos a andar de skate?

terça-feira, 14 de outubro de 2008

Talvez este assunto já tenha sido colocado em pauta milhões de vezes, mas nunca é demais frisar os motivos que nos levam a aderir a tal hábito. Ao terminar de ler o livro Juventude, lazer e esportes Radicais – Ricardo Ricci Uvinha, editora Manole, deparei-me com diversas questões a serem aprofundadas sobre o skate no Brasil (inclusive por que temos tão pouca literatura sobre o assunto?). Uma delas é esta, cuja qual trouxe meu raciocínio hoje: Por que começamos a andar de skate?Segundo os estudos sobre esportes radicais, o fator juventude seria o grande diferencial, e é nele que focarei neste post, afinal a pergunta é clara, me propus a falar sobre sobre o começo, a longevidade ou a continuidade da prática é um assunto a ser conversado em outra ocasião. Agora voltando ao assunto, a grande maioria começou a andar de skate ainda jovem, mas isso não impede que se comece mais tarde, apenas saliento esta condição, os motivos para se começar a andar de skate podem ser desde: aceitação a um determinado grupo à vontade de aventurar-se. A verdade é que o skateboard é apreciado pela beleza dos movimentos, como grande parte dos esportes de ação, fazendo com que o jovem que assiste às exibições sintam-se atraidos por ele. Talvez você pense que o primeiro passo de quando se começa a andar de skate é vencer o medo de cair, mas não é exatemente assim, até chegar a ficar em pé no skate o jovem já passou por outra etapa pós “paixão à primeira vista”, que é a reflexão sobre o meio em que o skate acontece. O jovem que vê o skateboard sendo praticado, não vê somente a ação em si, vê o cara que está em cima da prancha de madeira e consequentemente observa o derredor deste indivíduo. Percebe que o skatista que estava mandando as manobras que ele gostaria de saber possui um estilo, percebe que este skatista tem atitudes únicas, anda com pessoas parecidas com ele, frequenta os mesmo lugares que os outros skatistas, ouve determinadas músicas, veste-se de forma a transparecer que ele é skatista, etc... Após esta rápida avaliação o jovem agora quer fazer parte daquele grupo, quer se vestir como eles, identificar-se com aqueles (por mais pessoal seja o estilo que se assume, ele o fará para fazer parte daquele meio). É assim que o jovem tenta ser aceito, é a forma de dizer ao mundo que ele existe e que faz parte de algo. Agora sim ele está pronto para subir no skate e tentar equilibrar-se pela primeira vez. Porém o que vai definir se este jovem continuará andando de skate é conhecido entre os skatistas em ter ou não ter “skate na vêia”, ou seja, se este identificar-se com a prática do skate permanecerá andando de skate, caso contrário não vai continuar andando de skate, logo, ele não tem “skate na vêia”. Logo depois este processo o que era paixão a primeira vista torna-se “amor”, a relação com skate fica mais intensa e constante, o jovem assume atitudes e comportamentos da cultura skateboard. Aprendendo a lidar com o medo, a desafiar os próprios limites, a respeitar o cara que anda com ele, independente da cor, religião, idade, sexo ou tipo físico, o skatista aprende a respeitar o outro justamente por saber a dificuldade que foi para ficar de pé no shape e mandar o primeiro flip. Então é assim que se começa a ser chamado de skatista.
Muito skate e paz a todos!
Abraço,
Diogo Souza Jr.

2 comentários:

thiago disse...

eu li.
e é isso aí. vou começar, meu skate tá prontinho.

JuNi disse...

aê eu axo legal e eu ando ums 2 anos e pra mim é um vício, mas kuando kaio minha mae escond e naum é só por isso q eu desisto mas pra kem gosta e naum tem coragem pod seguir em frent pq é uma terapia pra pessoa e falo cmo experiencia prória
bj : julia